{"id":30,"date":"2026-06-11T12:21:25","date_gmt":"2026-06-11T10:21:25","guid":{"rendered":"https:\/\/themedicaltribune.com\/pt\/2026\/06\/11\/o-cerebro-revela-diferencas-chave-entre-alzheimer-e-outra-forma-de-declinio-cognitivo\/"},"modified":"2026-06-11T12:22:01","modified_gmt":"2026-06-11T10:22:01","slug":"o-cerebro-revela-diferencas-chave-entre-alzheimer-e-outra-forma-de-declinio-cognitivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/themedicaltribune.com\/pt\/2026\/06\/11\/o-cerebro-revela-diferencas-chave-entre-alzheimer-e-outra-forma-de-declinio-cognitivo\/","title":{"rendered":"O c\u00e9rebro revela diferen\u00e7as-chave entre Alzheimer e outra forma de decl\u00ednio cognitivo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/themedicaltribune.com\/\/pt\/wp-content\/uploads\/shared\/WhatsApp Image 2026-01-07 at 22.48.57 (5).jpeg\" alt=\"O c\u00e9rebro revela diferen\u00e7as-chave entre Alzheimer e outra forma de decl\u00ednio cognitivo\" class=\"featured-image\" \/><\/p>\n<h1>O c\u00e9rebro revela diferen\u00e7as-chave entre Alzheimer e outra forma de decl\u00ednio cognitivo<\/h1>\n<p>Uma an\u00e1lise recente destaca diferen\u00e7as estruturais no c\u00e9rebro entre a doen\u00e7a de Alzheimer e outra forma de decl\u00ednio cognitivo chamada patologia n\u00e3o-Alzheimer suspeita. Esta \u00faltima caracteriza-se por um ac\u00famulo anormal da prote\u00edna tau na aus\u00eancia de dep\u00f3sitos de beta-amiloide, uma prote\u00edna frequentementes associada ao Alzheimer. Os pesquisadores examinar\u00e3o mais de mil e duzentos participantes para entender como essas duas condi\u00e7\u00f5es afetam o volume do hipocampo, uma regi\u00e3o cerebral essencial para a mem\u00f3ria e a aprendizagem.<\/p>\n<p>Os resultados mostram que as pessoas com doen\u00e7a de Alzheimer apresentam um volume total do hipocampo significativamente reduzido em compara\u00e7\u00e3o aos outros grupos. Mais precisamente, a atrofia afeta mais a parte posterior dessa estrutura, enquanto a parte anterior parece relativamente preservada. Essa disparidade cria um desequil\u00edbrio entre os volumes anterior e posterior, um fen\u00f4meno menos marcado em indiv\u00edduos com patologia n\u00e3o-Alzheimer ou sem marcadores de decl\u00ednio.<\/p>\n<p>Em pessoas sem marcadores de doen\u00e7a, bem como naquelas com patologia n\u00e3o-Alzheimer, o volume do hipocampo diminui progressivamente com a idade. Em contraste, em pacientes com Alzheimer, essa redu\u00e7\u00e3o parece menos influenciada pelo envelhecimento natural, sugerindo que a doen\u00e7a acelera a atrofia independentemente da idade. Os pesquisadores tamb\u00e9m observaram que os volumes das diferentes partes do hipocampo est\u00e3o ligados ao desempenho cognitivo, aos sintomas neuropsiqui\u00e1tricos e aos n\u00edveis de depend\u00eancia nas atividades di\u00e1rias.<\/p>\n<p>Os marcadores biol\u00f3gicos no l\u00edquido cefalorraquidiano, como as prote\u00ednas tau e beta-amiloide, desempenham um papel-chave nessas observa\u00e7\u00f5es. Em pacientes com Alzheimer, os volumes reduzidos do hipocampo correlacionavam-se com n\u00edveis anormais dessas prote\u00ednas, confirmando sua participa\u00e7\u00e3o na degrada\u00e7\u00e3o cognitiva. Em contraste, em indiv\u00edduos com patologia n\u00e3o-Alzheimer, apenas as concentra\u00e7\u00f5es de tau pareciam associadas a uma atrofia localizada, especialmente nas partes posterior e intermedi\u00e1ria do hipocampo.<\/p>\n<p>Uma descoberta not\u00e1vel \u00e9 que a propor\u00e7\u00e3o entre os volumes anterior e posterior do hipocampo poderia ajudar a distinguir as duas condi\u00e7\u00f5es, especialmente em pessoas com menos de sessenta anos. Essa propor\u00e7\u00e3o mostra uma capacidade moderada de diferenciar pacientes com Alzheimer dos outros, embora essa distin\u00e7\u00e3o se torne menos clara com a idade.<\/p>\n<p>Por fim, o estudo destaca que a atrofia do hipocampo, especialmente em sua parte posterior, n\u00e3o \u00e9 apenas um indicador da gravidade atual da doen\u00e7a, mas tamb\u00e9m poderia prever a evolu\u00e7\u00e3o futura dos sintomas. Esses resultados refor\u00e7am a ideia de que o hipocampo n\u00e3o se degrada de maneira uniforme e que suas diferentes partes desempenham pap\u00e9is distintos nos transtornos cognitivos.<\/p>\n<hr>\n<h2>Sources utilis\u00e9es<\/h2>\n<h3>Source du rapport<\/h3>\n<p><strong>DOI\u00a0:<\/strong> <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s00234-026-04061-1\" target=\"_blank\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s00234-026-04061-1<\/a><\/p>\n<p><strong>Titre\u00a0:<\/strong> Differential atrophy along the longitudinal axis of the hippocampus in Alzheimer\u2019s disease and suspected non-Alzheimer\u2019s disease pathophysiology (SNAP)<\/p>\n<p><strong>Revue : <\/strong> Neuroradiology<\/p>\n<p><strong>\u00c9diteur : <\/strong> Springer Science and Business Media LLC<\/p>\n<p><strong>Auteurs : <\/strong> Torcato Meira; Rafaela Morais-Ribeiro; Tiago Jesus; Marcelo Dias; Ana Coelho; Tiago Gil Oliveira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e9rebro revela diferen\u00e7as-chave entre Alzheimer e outra forma de decl\u00ednio cognitivo Uma an\u00e1lise recente destaca diferen\u00e7as estruturais no c\u00e9rebro entre a doen\u00e7a de Alzheimer e outra forma de decl\u00ednio cognitivo chamada patologia n\u00e3o-Alzheimer suspeita. 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